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quinta-feira, 25 de junho de 2009

DIRECIONAMENTOS: FENAJ envia carta a sindicatos de jornalistas


Caros usuários do Web COMNEWS, em especial, estudantes, profissionais e professores de Jornalismo. Abaixo, segue a carta escrita pelo presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), Sérgio Murillo, dando alguns importantes direcionamentos para a categoria. Leiam. Comentem.


"Carta Aberta aos Presidentes e dirigentes dos Sindicatos de Jornalistas
Aos Diretores da FENAJ e Membros da Comissão Nacional de Ética

Companheiros(as):

É natural a tristeza e o abatimento. Eu mesmo vi isso no espelho e nos rostos de vários de vocês naquela noite e no dia seguinte. Afinal, fomos violentados no que nos é mais caro: a dignidade. Fomos ultrajados e humilhados, em escala nacional. Apesar de toda indignação e sentimento de impotência, mais do que nunca é preciso seguir em frente. Temos a obrigação de não desistir, pela memória de gerações de jornalistas que nos antecederam e dedicaram vidas inteiras à construção de uma profissão e, principalmente, pelos milhares de estudantes de jornalismo em todo Brasil que estão, neste momento, com razão, muito mais assustados, perplexos e inseguros sobre seu futuro profissional.

Conscientes destes compromissos, a Executiva da FENAJ tomou várias ações e presta os seguintes esclarecimentos e orientações:

1. A Direção da FENAJ e os presidentes dos 31 Sindicatos filiados reúnem-se, em São Paulo, dia 17 de julho, para avaliar a situação e combinar ações conjuntas. A reunião antecede o Seminário dos Jornalistas sobre a Conferência Nacional de Comunicação, dias 18 e 19, também em São Paulo.

2. Embora seja necessária a publicação do acórdão, a Executiva da Federação já tomou as providências necessárias para apresentar embargos, se houver omissões e, principalmente, excessos.

3. O Supremo Tribunal Federal (STF) tornou sem efeito legal somente o inciso V do artigo 4º do Decreto-Lei 972/69, que exigia a apresentação de diploma. Todos os demais artigos da regulamentação, apesar das declarações públicas do ministro presidente do STF, continuam em vigor.

4. Até novas orientações da FENAJ, os Sindicatos filiados devem manter rigorosamente os mesmos procedimentos na emissão de cédulas de identidade e sindicalização.

5. A FENAJ já solicitou audiência com o Ministro do Trabalho e Emprego para discutir as novas regras para registro profissional. Sugerimos que os Sindicatos procurem imediatamente as SRTs solicitando a suspensão imediata da emissão de novos registros, que não sejam de diplomados, até a edição de uma portaria normatizando o processo.

6. O ensino de jornalismo não foi extinto, embora tenha recebido um duro golpe. A decisão do STF aponta para a barbárie no mercado, e só a atuação firme dos Sindicatos e o ensino com formação qualificada poderão reverter esse quadro. A FENAJ continuará acompanhando o trabalho da Comissão de Especialistas que, neste momento dedica-se à elaboração de novas diretrizes curriculares.

7. Pisos salariais, a jornada de cinco horas, acordos e convenções coletivas não foram, embora as empresas sonhem com isso, objeto de discussão nesse julgamento. FENAJ e Sindicatos devem continuar denunciando e resistindo a todas as iniciativas de precarização e arrocho salarial da categoria.

8. Também não se alteram as regras de concursos públicos para assessoria de imprensa. O Estado tem a competência para definir as qualificações necessárias para as carreiras públicas. Se quiser, inclusive, além da graduação, pode exigir especializações, mestrados e doutorados.

9. A FENAJ está recebendo diversas manifestações de solidariedades de parlamentares de vários partidos políticos. Vamos propor a criação de uma Frente Parlamentar suprapartidária de defesa do Jornalismo e dos jornalistas e encontrar, no Congresso Nacional, o espaço adequado e usurpado pelo STF, a solução institucional para garantir direitos da nossa categoria.

10. Devemos todos, profissionais e estudantes, seguir protestando de todas as formas e em todos os momentos. É fundamental buscar o apoio de movimentos sociais, entidades como a ABI e OAB, políticos e, até mesmo, setores do judiciário inconformados com essa violência contra os jornalistas e a democracia.

11. Devemos também manter o alerta para a ameaça que o presidente do STF tem insistido em fazer contra regulamentações profissionais de outras categorias e, por tabela, contra a própria educação superior do país.

12. Por último, é muito importante denunciar o descaso e a irresponsabilidade do ministro presidente do STF, mas não podemos jamais esquecer que os principais responsáveis por essa agressão são os poderosos donos da mídia da Folha de S. Paulo, da Globo, do Estadão, da Veja, do Liberal, do Diário do Nordeste, da RBS...

É claro que a intenção do baronato da mídia e de seus aliados no STF é nos tornar menores. Mas vamos, juntos, provar que sairemos maiores dessa crise. Se alguns resistem com a proteção natural do couro de crocodilo, vamos mostrar que nossa couraça é de aço, forjada na luta.

Fomos provocados e desafiados. Não temos, agora, o direito à dúvida e à hesitação. Somente os que têm a ousadia de lutar, conquistam o supremo direito de vencer. Como na letra da canção, lembro que "se muito vale o já feito, mais vale o que será."

Queridos e queridas companheiros e companheiras,

Mais uma vez, vamos à luta!

Sérgio Murillo de Andrade
Presidente, com muito orgulho, da FENAJ"



Flávio Moura


terça-feira, 23 de junho de 2009

"Decisão do STF não se discute, se cumpre"

Foto: 180 graus

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de extinguir a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista causou diversas reações, em todo o país. Professores e profissionais da área declararam que os efeitos dessa decisão serão bastante acentuados em diversas áreas, como a academia. Afinal, como as universidades e faculdades enfrentarão essa situação?

Em entrevista ao Web COMNEWS, o reitor da Universidade Federal do Piauí (UFPI), professor Luiz Sousa Júnior, declarou que ainda é cedo para que a academia tome alguma decisão, referente à extinção da obrigatoriedade do diploma de Jornalismo. “Não posso tomar qualquer atitude, até porque o Ministério da Educação ainda não nos enviou nenhuma determinação. No entanto, acredito naquele ditado popular: decisão de algo ‘supremo’ não se discute, se cumpre”, afirmou.

Ainda segundo o reitor, o momento atual é de precaução, antes de dar qualquer declaração oficial e de tomar quaisquer atitudes. “Para mim, como reitor, é complicado falar algo agora, sobre esse assunto. Mas uma coisa eu garanto: essa decisão do STF não desvaloriza a profissão, tampouco invalida o profissional. Na minha visão, essa decisão fará com que haja uma melhora em toda a estrutura do curso de Jornalismo”, pontuou.


O posicionamento do professor Luiz Sousa Júnior é de extremo otimismo. Para ele, a imprensa brasileira atual está bastante consolidada e representa um papel extremamente importante para a sociedade.

Confira AQUI uma matéria relacionada, no site Observatório da Imprensa.




Flávio Moura

Estudantes de Jornalismo da UFPI realizam debate sobre trabalho escravo



Aconteceu na noite desta terça-feira, dia 23, um debate no auditório do Centro de Ciências da Educação (CCE), da Universidade Federal do Piauí (UFPI), sobre a relação entre a prática do trabalho escravo e a sua veiculação na mídia. Com realização da professora Maria de Lourdes Nunes, em parceria com os alunos da disciplina de Tópicos Especiais da Comunicação II, do curso de Comunicação Social da UFPI, o evento reuniu alunos do curso de Comunicação, além de professores.

Compondo a mesa de honra do evento e proferindo palestras, também estiveram presentes a superintendente regional do Trabalho, delegada Paulo Mazullo, além da presidente da Comissão Pastoral da Terra do Piauí, Joana Lúcia, o assessor de comunicação da superintendência regional do Trabalho, Cláudio Barros, e o presidente da Confederação Ibero-Americana dos Inspetores do Trabalho e Relações Internacionais do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho, Luís Lima.

Para a professora Maria de Lourdes, a realização desse debate é de extrema importância para a formação de profissionais da comunicação. Segundo ela, é preciso que os comunicadores sociais estejam atentos para uma cobertura mais bem estruturada e completa, sobre a prática do trabalho escravo e seus desdobramentos.

“A realização desse debate é importante pois o curso de Comunicação Social e os profissionais desse curso trabalham com as diversas questões sociais, as quais se tornam pautas para o trabalho cotidiano de jornalistas. No entanto, percebemos que existe um vazio muito grande, uma falta de embasamento, no que diz respeito à produção jornalística sobre o trabalho escravo. É preciso abordar melhor o assunto, de maneira mais completa”, enfatizou a professora.

Durante o evento, um vídeo foi mostrado ao público presente, destacando as diversas facetas do trabalho escravo e suas conseqüências na sociedade. “O trabalho escravo é bem mais comum do que se imagina”, disse Luís Lima, logo na abertura do debate.





Texto e fotos: Flávio Moura

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Julgamento sobre obrigatoriedade de diploma foi adiado novamente

Por causa do julgamento dos casos Goldman e mensalão, o Supremo Tribunal Federal adiou a análise do Recurso Extraordinário 511961, que trata da obrigatoriedade ou não do diploma de graduação em jornalismo para o exercício da profissão. É a segunda vez que isso acontece. No dia 01/04, o recurso também não foi discutido por falta de tempo.

A assessoria do STF informa que não existe previsão para que a questão seja novamente incluída na pauta. A expectativa era que o julgamento fosse ao menos iniciado, por esse motivo, estudantes e representantes de sindicatos de todo o País viajaram para Brasília para acompanhar a sessão plenária.

“Quando marcarem uma terceira data a gente vem de novo”, afirma o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Sérgio Murillo de Andrade.

A obrigatoriedade do diploma está temporariamente suspensa desde o final de 2006, quando o relator do processo, ministro Gilmar Mendes, acatou liminar do procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza.

Durante a transmissão da sessão plenária desta quarta-feira na Rádio Justiça, o repórter afirmou que, informações de bastidores dão conta que seis dos onze ministros se posicionaram, não oficialmente, contra a exigência do diploma.

O
Web CONNEWS já havia destacado que a obrigatoriedade do diploma em Jornalismo seria julgada nesta semana. Clique aqui e veja a matéria relacionada.




Fonte e texto: Comunique-se.com.br

domingo, 31 de maio de 2009

Jornalista renomado faz reportagem especial sobre Algodões I


Na noite deste domingo (31) o programa Domingo Espetacular, a revista eletrônica da TV Record, apresentou uma reportagem especial sobre o rompimento da Barragem de Algodões I, em Cocal, a 258km de Teresina.

O apresentador Paulo Henrique Amorim veio ao Piauí na última sexta-feira (29) e se direcionou logo para a cidade onde aconteceu a tragédia, que teve repercussão nacional por sua gravidade. Na matéria, o apresentador mostrou a história da moradora Sandra, mãe de três filhos, e grávida do quarto. Sandra perdeu tudo com o rompimento da barragem e ainda se perdeu do marido e de dois filhos. Ela foi acudida na casa de uma senhora, que cuidou dela. As crianças foram encontradas neste sábado (clique aqui e veja matéria relacionada). Os dois meninos, Eduardo e Henrique, de três e quatro anos, passaram três dias perdidos em um morro onde foram deixados pelo pai. A matéria mostrou o reencontro da família.



Outro ponto abordado na matéria foi o fato de que, Sandra, assim como outras milhares de famílias, só voltaram para as áreas atingidas pelas águas, por conta da autorização do engenheiro responsável pra barragem. Foi mostrado o documento onde Luiz Hernani de Carvalho autoriza a volta das famílias. Ele cobrou R$ 273 mil ao Governo pelo laudo.




Mais de mil famílias perderam tudo em quase 20 povoados atingidos pelas águas da Barragem de Algodões I. Até este domingo (30), o relatório da Defesa Civil mostra sete vítimas oficiais, sendo que um bebê de um ano está entre os desaparecidos e, por sua fragilidade e falta de defesa, pode ser a oitava vitima.


Equipes do Corpo de Bombeiros, Exército, Defesa Civil estão a procura das pessoas desaparecidas. Helicópteros dos Governo dos Estado do Piauí, Ceará e um da Força Aérea Brasileira ajudam na procura de vítimas e na distribuição de donativos.






Paulo Henrique mostrou também a história de um morador que perdeu sua casa e os dois empregos que possuía. Ele era segurança da Barragem e de uma das escolhas destruídas pelo desastre. Ele viu duas das alunas da escola onde trabalhava morrerem levadas pelas águas. “Me falaram que elas tinham ido comprar um leite quando tentou voltar, a água já tinha tomado a frente da estrada. Aí, elas tentaram correr acompanhando e não conseguiu, a água já tomou a frente delas e elas subiram numa árvore (cajueiro). O cajueiro virou com elas, arrancou.”




Na tarde deste sábado o engenheiro Luiz Hernani de Carvalho negou que o desastre tenha sido sua culpa. CLIQUE AQUI E LEIA MATÉRIA COMPLETA





Laryssa Saldanha


.Clique aqui e comente nesta matéria


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sexta-feira, 22 de maio de 2009

Miriam Leitão ministra palestra na ALEPI


Na noite desta sexta-feira (22), a jornalista Miriam Leitão dará uma palestra com o tema “As Conjunturas Políticas e Econômicas do Brasil e Perspectivas”, na ocasião, ela falará sobre a crise econômica mundial.

A palestra vai acontecer no Cine Teatro da Assembléia Legislativa do Piauí (Alepi) a partir das 19 horas.
Miriam Leitão é especialista em economia, formada pela UNB (Universidade de Brasília), já atuou em vários meios de comunicação, como: Jornal do Brasil, Veja, Globo News, CBN, Gazeta Mercantil, O Estado de São Paulo.

Atualmete é comentarista de economia do Bom Dia
Brasil, da Rede Globo e do Espaço Aberto na Globo News, além de colunista em O Globo e da rádio CBN.

Confira o blog de Miriam Leitão sobre economia:http://oglobo.globo.com/ECONOMIA/MIRIAM/

Informações: 8828-9612/9990-1366


Whenna Duarte