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terça-feira, 23 de junho de 2009

"Decisão do STF não se discute, se cumpre"

Foto: 180 graus

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de extinguir a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista causou diversas reações, em todo o país. Professores e profissionais da área declararam que os efeitos dessa decisão serão bastante acentuados em diversas áreas, como a academia. Afinal, como as universidades e faculdades enfrentarão essa situação?

Em entrevista ao Web COMNEWS, o reitor da Universidade Federal do Piauí (UFPI), professor Luiz Sousa Júnior, declarou que ainda é cedo para que a academia tome alguma decisão, referente à extinção da obrigatoriedade do diploma de Jornalismo. “Não posso tomar qualquer atitude, até porque o Ministério da Educação ainda não nos enviou nenhuma determinação. No entanto, acredito naquele ditado popular: decisão de algo ‘supremo’ não se discute, se cumpre”, afirmou.

Ainda segundo o reitor, o momento atual é de precaução, antes de dar qualquer declaração oficial e de tomar quaisquer atitudes. “Para mim, como reitor, é complicado falar algo agora, sobre esse assunto. Mas uma coisa eu garanto: essa decisão do STF não desvaloriza a profissão, tampouco invalida o profissional. Na minha visão, essa decisão fará com que haja uma melhora em toda a estrutura do curso de Jornalismo”, pontuou.


O posicionamento do professor Luiz Sousa Júnior é de extremo otimismo. Para ele, a imprensa brasileira atual está bastante consolidada e representa um papel extremamente importante para a sociedade.

Confira AQUI uma matéria relacionada, no site Observatório da Imprensa.




Flávio Moura

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Estudantes e profissionais de jornalismo saem às ruas para protestar


Nesta segunda-feira (22), os estudantes de jornalismo, profissionais da área e adeptos á causa se reuniram na capital para manifestar a revolta causada com a decisão do Supremo Tribunal Federal(STF) de extinguir a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para exercício da profissão.

Participaram do protesto várias profissionais locais de visibilidade, entre eles Zózimo Tavares, Cláudia Brandão, Fenelon Rocha, e o presidente do Sindicado dos Jornalistas do Piauí (SINDJOR-PI), Luís Carlos Oliveira. E representantes de outras áreas da sociedade, como o secretário estadual de Saúde Assis Carvalho, o presidente da OAB-PI, Norberto Campelo e o deputado estadual Fábio Novo.

Em entrevista ao Webcomnews, o deputado Fábio Novo destacou que “Extinguir a obrigatoriedade do diploma jornalístico é um verdadeiro estupro à democracia. O jornalismo é um pilar dessa democracia. Sem a sua qualidade e valorização, a democracia brasileira ficará insegura, sofrerá danos, será comprometida", enfatizou o deputado, que ainda destacou que em cerca de 10 dias será divulgado um levantamento jurídico, encomendado por ele.

A manifestação teve início na Av. Frei Serafim, centro de Teresina, e terminou com uma passeata até Assembléia Legislativa, onde os manifestantes assistiram a uma sessão sobre o assunto, comandada pelo deputado Fábio Novo. Na sessão, os deputados Antônio Uchoa (PDT), Cícero Magalhães e Flora Izabel (PT) e Warton Santos (PMDB), também externaram sua indignação com a decisão do STF.


sexta-feira, 19 de junho de 2009

Confira notícias sobre fim da obrigatoriedade do diploma de jornalismo


O Web COMNEWS traz notícias e opiniões divulgadas na imprensa brasileira, sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), da quarta-feira, dia 17, de extinguir a obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão.


Veja as matérias e artigos. Informe-se mais sobre o assunto:

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/06/17/ult5772u4370.jhtm

http://www.avozdacidade.com/portal/Cidades/htm000021752.asp

http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=109717

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=542DAC009

http://www.adnews.com.br/eventos.php?id=89941


Whenna Duarte

Palestra na UFPI abordará o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalismo

Na próxima quinta-feira, dia 25, às 16h, haverá, no auditório do Centro de Ciências da Educação (CCE), da Universidade Federal do Piauí, uma palestra com o presidente do Sindicato dos Jornalistas do Piauí, o jornalista Luiz Carlos de Oliveira.

Na ocasião, será discutida a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), de acabar com a exigência do diploma de Jornalismo, para o exercício da profissão. Além de esclarecimentos que serão feitos sobre o futuro da classe, Luiz abordará quais as áreas que são afetadas, diretamente, pela decisão do STF.

Veja como chegar à UFPI:




Exibir mapa ampliado


Whenna Duarte

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Confira uma das primeiras manifestações de jornalistas, após decisão do STF

Olá nobres usuários! Pedimos um espaço em meio ao conteúdo webjornalístico, para publicar um artigo escrito na noite desta quarta-feira, dia 17, pela jornalista Ana Cândida Martins, após a lamentável decisão do Supremo Tribunal Federal - STF, em extinguir a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista.

Pedimos a atenção de todos e que leiam até o final. Pedimos, também, perdão pelas palavras que fogem a "norma culta", para não dizer outra coisa!

"Pra que ser jornalista?

Essa história de que as empresas vão continuar exigindo formação nas contratações é lorota, e quem assim como eu, trabalha no meio sabe o tamanho da lorota. Se antes, já não tínhamos órgãos de defesa da categoria respeitados, imagine agora? Aqui no Piauí temos um sindicato pífio,que consegue a façanha de reduzir um aumento no piso que era de R$ 50 por ano, para R$ 35. Você sabe o que é esperar 365 dias para ter um aumento e receber R$ 35? Precisei da ajuda de duas pessoas para levar esse dinheiro todo ao banco, claro! E nem me venha falar em $#%&@ de Anuênio porque isso é privilégio de poucos. A grande massa de profissionais hoje é formado de jovens, assim como eu, não estamos em empresas tempo suficiente para ter esse direito ou se temos ele não significa grande diferença no contra-cheque.

Sabe pra que esse sindicato serve? Para proteger os velhinhos caquéticos e preguiçosos, Os Joãos, Os Raimundos, Os Zés, que vão para as redações passar as manhãs ou tardes copiando e colando releases e sites, entre uma coçadinha nos ‘ovos’, uma outra nas frieiras dos pés e um peido. Sindicato de bosta, como sempre foi. E esses pulhas compõem a diretoria deste meu amado sindicato e pra quem não tem noção de constituição e direitos, eu esclareço por qual motivo estas ‘criaturas’ entram nas diretorias. No artigo 8º, VIII da CF, “É vedada a dispensa de empregado sindicalizado a partir do registro de sua candidatura a cargo de direção ou representação sindical e, se eleito, ainda que suplente, até um ano após o mandato, salvo se cometer falta grave nos termos da lei”. Sacou né? Ou quer que eu desenhe? Maravilha! O cara faz ‘Porra Nenhuma’ se escora nos colegas e goza de estabilidade contra a demissão. Beleza!!!

Não acredito em liberdade de ação de sindicatos, cujos presidentes atuam em empresas como empregados, sou da teoria de que presidente de sindicato, durante sua atuação devem se afastar do emprego e ter os salários pagos pelo sindicato.

Eu sei, eu sei, a decisão do STF não é culpa dos sindicatos. É, não e forma direta, mas indiretamente, quando você deixa de fazer, também contribui para uma decisão. E é na junção do Piauí, com o Maranhão, com o Rio de Janeiro e por ai vai, que se constitui a força de um movimento. Lembro que há pouco mais de dois meses, durante comemoração do Dia do Jornalista em Sessão Solene na Assembleia Legislativa, abordei o presidente do meu querido sindicato sobre o assunto e sua resposta foi a de que estava confiante de que o STF iria negar a cassação do diploma. É amigo, o STF fez o contrário e agora? “Chupa essa manga e engole o caroço”.

Olha só que lindo o discurso dele: “Nós vamos ter que convocar um seminário nacional para discutir regras e discutir como fazer com o registro de jornalista. [b]Mas nós acreditamos que isso não será necessário, uma vez que vamos ganhar esta causa, a mobilização é nacional, estudantes, jornalistas e a sociedade estão lutando em defesa da formação acadêmica do jornalista”.[/b].ÉEEEEEEEEEEE GOOOOOOOOOOOOOOOL DO BRASIL, SIL, SILLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLLL!!!

Se antes eu já pensava em abandonar a profissão, agora não é mais uma questão de escolha, é de sobrevivência, é uma obrigação. Penso no que adiantou as noites acordadas para estudar para o vestibular, os quatro anos de dureza, cansaço e tristezas entre faculdade e estágios? Pra que mesmo? Pra vir um filho da puta chamado Gilmar Mendes e nos comparar a cozinheiros (nada contra a classe até porque foi assim que minha avó criou minha mãe), mas me poupe! Do universo de cozinheiro do país, quantos estudaram para exercer a profissão? É piada não é? Mas o que esperar de um homem desses que transborda cinismo até calado? Nada.

A mim fica a sensação de tempo perdido, sonho errado e o desânimo diante de uma longa caminhada para recomeçar. Se antes eu já dizia que filho meu não seria jornalista, agora então...

O que eu sinto agora, nem consigo descrever, não dá pra definir se é tristeza, ódio, desilusão. Acho que é um misto de tudo isso com uma grande pitada de coisa nenhuma. É, é assim que me sinto, coisa nenhuma. Então, viva ao STF!

ME PROCESSE!!!

Ana Cândida Martins

DRT 1332/PI (Adquirida com a apresentação de um suado diploma que agora jaz junto com os papéis higiênicos utilizados hoje por minha família). Um minuto de Silêncio em homenagem ao finado. Please!"




Equipe Web COMNEWS!


quinta-feira, 11 de junho de 2009

Julgamento sobre obrigatoriedade de diploma foi adiado novamente

Por causa do julgamento dos casos Goldman e mensalão, o Supremo Tribunal Federal adiou a análise do Recurso Extraordinário 511961, que trata da obrigatoriedade ou não do diploma de graduação em jornalismo para o exercício da profissão. É a segunda vez que isso acontece. No dia 01/04, o recurso também não foi discutido por falta de tempo.

A assessoria do STF informa que não existe previsão para que a questão seja novamente incluída na pauta. A expectativa era que o julgamento fosse ao menos iniciado, por esse motivo, estudantes e representantes de sindicatos de todo o País viajaram para Brasília para acompanhar a sessão plenária.

“Quando marcarem uma terceira data a gente vem de novo”, afirma o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas, Sérgio Murillo de Andrade.

A obrigatoriedade do diploma está temporariamente suspensa desde o final de 2006, quando o relator do processo, ministro Gilmar Mendes, acatou liminar do procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza.

Durante a transmissão da sessão plenária desta quarta-feira na Rádio Justiça, o repórter afirmou que, informações de bastidores dão conta que seis dos onze ministros se posicionaram, não oficialmente, contra a exigência do diploma.

O
Web CONNEWS já havia destacado que a obrigatoriedade do diploma em Jornalismo seria julgada nesta semana. Clique aqui e veja a matéria relacionada.




Fonte e texto: Comunique-se.com.br

domingo, 7 de junho de 2009

CONFIRA! Obrigatoriedade do diploma de jornalista será julgada nesta semana

Foto: ASCOM FENAJ

A angústia de milhares de jornalistas e de estudantes de Jornaismo aumentou: o Supremo Tribunal Federal - STF inseriu em sua pauta da próxima quarta-feira, dia 10, o julgamento da obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão. Existe a possibilidade do julgamento ser adiado novamente, mas a categoria está ansiosa pelo resultado do julgamento. Qual será o destino da profissão de jornalista?

O julgamento do Recurso Extraordinário 511961, que questiona a necessidade de formação superior para a obtenção do registro profissional, já foi adiado em uma outra oportunidade. No dia 1º de abril deste ano, ele foi inserido na pauta do STF, mas não foi discutido, por falta de tempo na sessão.

A discussão em torno do tema teve início ainda no ano de 2001, quando a juíza Carla Rister concedeu liminar suspendendo a exigência do diploma, acatando pedido do Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão de São Paulo, deixando a categoria extremamente revoltada.

Já em 2005, o Tribunal Regional Federal revogou o entendimento de primeira instância, e o diploma voltou a ser obrigatório. Em contrapartida, o Ministério Público Federal recorreu, e o caso foi para o STF.

No final de 2006, o relator do processo, o ministro Gilmar Mendes, suspendeu, temporariamente, a obrigatoriedade do diploma, até que o caso seja julgado no Tribunal, o que pode acontecer na próxima semana.

Agora, a categoria aguarda, angustiada, pelo resultado desse julgamento. Sem a obrigatoriedade do diploma, os que já são jornalistas, os que estudam Jornalismo e os que pretendem ser jornalistas, serão, impreterivelmente, discriminados e desvalorizados.

Confira aqui todas as informações sobre a categoria dos jornalistas e sobre a luta pela obrigatoriedade do diploma, em todo o país.


Flávio Moura