Aconteceu na noite desta terça-feira, dia 23, um debate no auditório do Centro de Ciências da Educação (CCE), da Universidade Federal do Piauí (UFPI), sobre a relação entre a prática do trabalho escravo e a sua veiculação na mídia. Com realização da professora Maria de Lourdes Nunes, em parceria com os alunos da disciplina de Tópicos Especiais da Comunicação II, do curso de Comunicação Social da UFPI, o evento reuniu alunos do curso de Comunicação, além de professores.
Compondo a mesa de honra do evento e proferindo palestras, também estiveram presentes a superintendente regional do Trabalho, delegada Paulo Mazullo, além da presidente da Comissão Pastoral da Terra do Piauí, Joana Lúcia, o assessor de comunicação da superintendência regional do Trabalho, Cláudio Barros, e o presidente da Confederação Ibero-Americana dos Inspetores do Trabalho e Relações Internacionais do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho, Luís Lima.
Para a professora Maria de Lourdes, a realização desse debate é de extrema importância para a formação de profissionais da comunicação. Segundo ela, é preciso que os comunicadores sociais estejam atentos para uma cobertura mais bem estruturada e completa, sobre a prática do trabalho escravo e seus desdobramentos.
“A realização desse debate é importante pois o curso de Comunicação Social e os profissionais desse curso trabalham com as diversas questões sociais, as quais se tornam pautas para o trabalho cotidiano de jornalistas. No entanto, percebemos que existe um vazio muito grande, uma falta de embasamento, no que diz respeito à produção jornalística sobre o trabalho escravo. É preciso abordar melhor o assunto, de maneira mais completa”, enfatizou a professora.
Durante o evento, um vídeo foi mostrado ao público presente, destacando as diversas facetas do trabalho escravo e suas conseqüências na sociedade. “O trabalho escravo é bem mais comum do que se imagina”, disse Luís Lima, logo na abertura do debate.
Texto e fotos: Flávio Moura
terça-feira, 23 de junho de 2009
Estudantes de Jornalismo da UFPI realizam debate sobre trabalho escravo
quarta-feira, 6 de maio de 2009
2ª via do 'Passe Verde' poderá ter valor reduzido
Foto: ASCOM
Redução do valor cobrado para a emissão da segunda via do cartão 'Passe Verde', de R$ 24,50 (valor cobrado atualmente), para R$ 17,50 (10 vezes o valor da passagem: R$ 1,75). Essa é a meta do vereador Major Paulo Roberto (PRTB), aliado com um grupo de representantes estudantis, junto ao Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina – SETUT, que, na manhã de hoje, dia 6, realizaram uma audiência prévia sobre a redução da taxa do 'Passe Verde'.
Em entrevista ao Web COMNEWS, o vereador alegou que o valor do cartão deve baixar imediatamente para R$ 17,50, da mesma forma que acontece em outras capitais, onde se cobra dez vezes o valor do vale transporte, que custa R$ 1,75. Para Paulo Roberto, a redução não encontra nenhuma barreira, já que se for avaliado a planilha de custos, muitos impostos podem ser retirados. “Já existe um estudo da planilha e nós estamos conscientes de que é possível se fazer essa redução”, disse.
A auxiliar administrativo do SETUT, Cibele Patrícia, afirmou que a lei 3.148/2003 da prefeitura de Teresina determina que o valor cobrado, na segunda via, será 14 vezes o valor do vale transporte, ou seja, R$ 24,50. No caso de roubo, a cobrança da segunda via do 'Passe Verde' é de 12 vezes o valor do vale, R$ 21,00. Já a emissão da primeira via do cartão é gratuita.
De acordo com o parlamentar, o cartão custa ao órgão, que representa os empresários do transporte público de Teresina, apenas R$ 3,50, sendo que R$ 6,00 são pagos para uma empresa fazer o processo de digitalização. Dessa forma, o SETUT estaria cobrando R$ 15,50 a mais do que o seu custo, que é de apenas R$ 9,50.
O vereador vai solicitar, oficialmente, os dados à direção do órgão para saber qual é a destinação dada aos recursos arrecadados. Em 2008, 35 mil cartões 'Passe Verde' foram emitidos pelo SETUT, entre primeiras e segundas vias. Cibele Patrícia explicou ainda que nem todas as segundas vias são cobradas, como nos casos de cartões defeituosos. O vereador afirmou ainda que existem pessoas que tiram o cartão três vezes ao ano por perda, roubo ou furto, o que gera muito gasto ao orçamento das famílias de baixa renda.
