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domingo, 7 de junho de 2009

População do interior do Piauí teme rompimento de outra barragem

Moradores de Piracuruca, no Piauí, temem que uma barragem com 250 milhões de metros cúbicos de água se rompa e cause uma tragédia similar à de Cocal. O rompimento aconteceu no último dia 27 e ainda há duas crianças desaparecidas.

Distante 80 km de Cocal, a barragem de Piracuruca tem cinco vezes a capacidade de armazenamento de Algodões 1, que rompeu com 50 milhões de metros cúbicos de água. Moradores dizem que o complexo está sem manutenção há cerca de oito anos.

“Durmo preocupado quando chove forte, com medo de que a barragem se rompa. Tenho a certeza de que, se isso ocorrer, o estrago será muito maior que o de Cocal”, diz John Kennedy de Morais Machado, de 45 anos, presidente da associação de piscicultores. Machado diz que já chamou a atenção dos responsáveis pela barragem, que foram até o local, 'mas nada fizeram'.

A presidente da Emgerpi (Empresa de Gestão de Recursos do Piauí), Lucile Moura, nega risco de rompimento e que a obra esteja sem manutenção. No próximo mês, disse, 'haverá intervenção' na barragem.


Fonte: globo.com


Thaizys Val

terça-feira, 2 de junho de 2009

Orçamento da União não disponibiliza manutenção de barragens


O Governo Federal não possui nenhum tipo de orçamento previsto para serviços de manutenção de barragens. Qualquer tipo de reparos que sejam necessários exige recursos especiais ou extras, pois não há nada no Orçamento Geral da União.

Estados dos nordeste, principalmente, constroem barragens, sobretudo para o abastecimento de água em regiões que sofrem com a seca e a falta de abastecimento de água encanada.




Laryssa Saldanha

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Revistas nacionais repercutem desabamento de barragem no Piauí


A tragédia da barragem de Algodões I continua ocupando espaço de destaque na mídia nacional. As revistas Isto É e Época divulgaram textos sobre o assunto em duas edições, que chegaram as bancas do Piauí nesta segunda-feira (01). As duas publicações fizeram críticas.


A revista Isto É repercutiu um texto mais leve, contendo a declaração do governador do Estado, Wellington Dias, onde ele diz que o desastre foi um “verdadeiro tsunami”. Ele explica que o rompimento da barragem se deu pela chuva intensa.


Já a edição da revista Época foi bem mais dura. Logo no título pode-se perceber às críticas que serão feitas ao longo do texto: “Negligência?”. A matéria foi publicada na sessão Brasil, e segue afirmando ao longo de seu texto “uma parte da destruição e das mortes causadas pelo desabamento de Algodões I poderia ser evitada”.


A Revista Veja, considerada uma das mais conceituadas, não fez nenhuma referência ao que aconteceu no Piauí.




Laryssa Saldanha

domingo, 31 de maio de 2009

Jornalista renomado faz reportagem especial sobre Algodões I


Na noite deste domingo (31) o programa Domingo Espetacular, a revista eletrônica da TV Record, apresentou uma reportagem especial sobre o rompimento da Barragem de Algodões I, em Cocal, a 258km de Teresina.

O apresentador Paulo Henrique Amorim veio ao Piauí na última sexta-feira (29) e se direcionou logo para a cidade onde aconteceu a tragédia, que teve repercussão nacional por sua gravidade. Na matéria, o apresentador mostrou a história da moradora Sandra, mãe de três filhos, e grávida do quarto. Sandra perdeu tudo com o rompimento da barragem e ainda se perdeu do marido e de dois filhos. Ela foi acudida na casa de uma senhora, que cuidou dela. As crianças foram encontradas neste sábado (clique aqui e veja matéria relacionada). Os dois meninos, Eduardo e Henrique, de três e quatro anos, passaram três dias perdidos em um morro onde foram deixados pelo pai. A matéria mostrou o reencontro da família.



Outro ponto abordado na matéria foi o fato de que, Sandra, assim como outras milhares de famílias, só voltaram para as áreas atingidas pelas águas, por conta da autorização do engenheiro responsável pra barragem. Foi mostrado o documento onde Luiz Hernani de Carvalho autoriza a volta das famílias. Ele cobrou R$ 273 mil ao Governo pelo laudo.




Mais de mil famílias perderam tudo em quase 20 povoados atingidos pelas águas da Barragem de Algodões I. Até este domingo (30), o relatório da Defesa Civil mostra sete vítimas oficiais, sendo que um bebê de um ano está entre os desaparecidos e, por sua fragilidade e falta de defesa, pode ser a oitava vitima.


Equipes do Corpo de Bombeiros, Exército, Defesa Civil estão a procura das pessoas desaparecidas. Helicópteros dos Governo dos Estado do Piauí, Ceará e um da Força Aérea Brasileira ajudam na procura de vítimas e na distribuição de donativos.






Paulo Henrique mostrou também a história de um morador que perdeu sua casa e os dois empregos que possuía. Ele era segurança da Barragem e de uma das escolhas destruídas pelo desastre. Ele viu duas das alunas da escola onde trabalhava morrerem levadas pelas águas. “Me falaram que elas tinham ido comprar um leite quando tentou voltar, a água já tinha tomado a frente da estrada. Aí, elas tentaram correr acompanhando e não conseguiu, a água já tomou a frente delas e elas subiram numa árvore (cajueiro). O cajueiro virou com elas, arrancou.”




Na tarde deste sábado o engenheiro Luiz Hernani de Carvalho negou que o desastre tenha sido sua culpa. CLIQUE AQUI E LEIA MATÉRIA COMPLETA





Laryssa Saldanha


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